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Polícia Civil instaura inquérito sobre fala de ex-maestro do Coral Meninas Cantoras de Petrópolis

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as declarações feitas pelo ex-maestro Marco Aurélio Xavier, fundador do extinto Coral Meninas Cantoras de Petrópolis, em vídeo publicado nas redes sociais após a divulgação das denúncias de ex-integrantes do grupo. A investigação foi aberta pela 105ª Delegacia de Polícia (Retiro) para apurar se a fala em que o maestro afirma que seus “grandes mestres foram nazistas” configura o crime de apologia ao nazismo, previsto na Lei nº 7.716/1989.

Segundo a Polícia Civil, a equipe da unidade acompanha a repercussão do caso e instaurou o inquérito para levantar elementos sobre as declarações. As diligências estão em andamento e o caso foi encaminhado ao Ministério Público.

A manifestação do ex-maestro ocorreu na quarta-feira (24), semaanas após a revista Piauí publicar uma reportagem reunindo relatos de ex-integrantes do coral sobre supostos episódios de assédio moral e abuso sexual. No vídeo, intitulado “Sou muito pior do que disseram”, Marco Aurélio afirma que a publicação teria perdido a oportunidade de entrevistá-lo e diz que teria “coisas muito piores” para contar sobre si mesmo. Em seguida, declara que seus “grandes mestres foram nazistas”, fala que provocou ampla repercussão.

Vereadora pede prisão preventiva

Após a divulgação do vídeo, a vereadora Júlia Casamasso protocolou uma representação junto ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para que seja apurada uma possível prática de apologia ao nazismo por parte do ex-maestro.

Além da investigação criminal, a parlamentar solicitou a instauração de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC), a preservação de provas documentais, audiovisuais e digitais, a identificação e oitiva de ex-integrantes do coral e medidas de proteção às vítimas e testemunhas.

Na representação, a vereadora também pede que o Ministério Público avalie, em caráter de urgência, a decretação da prisão preventiva de Marco Aurélio Xavier. Segundo o documento, a solicitação considera a gravidade dos fatos narrados, a existência de múltiplas vítimas, o possível caráter reiterado das condutas e o risco de intimidação de testemunhas ou destruição de provas.

Para Júlia Casamasso, a declaração feita pelo ex-maestro “não pode ser relativizada”. A parlamentar afirma que a exaltação ou promoção da ideologia nazista não encontra amparo na liberdade de expressão e deve ser apurada pelas autoridades competentes.

Yuri Moura também aciona o Ministério Público

O deputado estadual Yuri Moura também protocolou uma representação junto ao Ministério Público solicitando a apuração tanto das declarações feitas por Marco Aurélio Xavier quanto das denúncias envolvendo o ex-maestro.

Segundo o parlamentar, o objetivo é que o órgão investigue os possíveis crimes relacionados às falas divulgadas nas redes sociais e aos relatos apresentados por ex-integrantes do coral.

Com informações do Portal Giro

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